07 outubro 2014
A mudança proposta por Aécio do PSDB é à volta ao arrocho salarial, ao desemprego e aos tempos de FHC.
01 outubro 2014
Ver o PSDB criticar a corrupção é como ver um ladrão discursar sobre honestidade.
23 setembro 2014
A eleição da intolerância. Assassinatos e destruição de material de campanha da Candidata Dilma Rousseff
16 setembro 2014
A inflação como arma política da direita nas eleições presidenciais de 2014.
08 setembro 2014
O Complexo de Dona Florinda
Átila Siqueira é Historiador, Bacharel em História pela PUC-MG e Mestrando em História, pelo programa de pós-graduação em História da UFMG, na linha de História e Culturas Políticas.
14 julho 2014
A arte de xingar primeiro, pensar para que?

Alguns meses atrás, por volta de Abril/Maio, circulou no Facebook o trecho de uma palestra da filosofa da USP, Marilena Chauí, onde ela exclamava que odeia a classe média.
O trecho com a frase foi recortado do pronunciamento e montado estrategicamente para parecer uma declaração de desdenho ao povo.
No pronunciamento completo, que pode ser visto abaixo, ela explica as divisões da sociedade em classe trabalhadora, classe média e a elite. Explica também que não aceita a terminologia do governo em chamar o acesso aos bens de consumo de ascensão a classe média, que estavam usando erroneamente termos de classe econômica para designar classes sociais.
No auge da desinformação publiquei o vídeo da fala completa de Marilena Chauí no youtube e compartilhei para que os que ouvissem a fala completa pudessem perceber a manipulação do vídeo editado.
Não dou muita atenção ao canal que hospedo vídeos no youtube, só alguns meses depois voltei a visitar meu canal de vídeos para me surpreendo com o que há no vídeo.
O vídeo marcava cerca de 10 mil visualizações com 106 avaliações positivas e 105 negativas repleto de comentários com ofensas e xingamentos, que pelo teor, foram feitos por pessoas que não chegaram a assistir o vídeo completo.
A impressão que os comentários passam é que alguma corrente de ódio que espalhou o vídeo editado com a intenção de manipular opiniões convocou seus cegos seguidores para preencher o vídeo com seus comentários 'educados' que não tem nenhum conhecimento do que estão falando.
A intenção era xingar, não precisa saber por que esta xingando.
Esse é mais um indicativo da ameaça que a ignorância representa sobre o país. Uma pessoa que faz ofensas sem saber porque está ofendendo me faz temer o mal que ela pode fazer nas eleições que estão por vir.
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30 junho 2014
Bolsa família e outras pérolas de um especulador imobiliário
Especuladores imobiliários dizendo que o Bolsa Família estimula vagabundagem. Pode?
Em uma conversa cotidiana me deparo com essas e outras pérolas de um senhor distinto, não esbanjador, até um tanto humilde para a condição que poderia esbanjar.
Herdou um pequeno sitio do paí o qual vendeu e comprou imoveis na cidade, estes, o sustentaram ao longo dos últimos 30 anos.
Entre outras pérolas, é contra cotas, diz que seus filhos tais como algumas pessoas de uma distinta lista, fizeram faculdade por esforço próprio competindo em pé de igualdade com outros candidatos.
A última afirmativa desconsidera o fato dos filhos terem crescido com país presentes em casa, visto que a condição financeira e hereditária lhes permitiram isso, contaram com apoio e incentivo dos país, nenhuma necessidade financeira, nenhuma necessidade de trabalhar na juventude, ou seja, tiveram um ponto de partida com tempo e dinheiro suficiente para investir em estudos e carreiras.
Os filhos desse homem competiram em pé de igualdade numa época que ainda não tinham sido instituidas cotas. Agora tem que competir com uma desleal vantagem dada a negros, que no inicio do século passado estavam na estaca zero, jogados nas margens da cidade pelo processo de abolição condenados a exclusão social por um país que dissera que a partir de 1888 eram livres e estavam com uma mão na frente e outra atrás.
Na entrada do século, quando negros estavam na estaca zero, o pai desse homem já era dono de uma pequena porção de terra e tinha acesso a uma condição de vida que negros não tinham. Estavam então em pé de igualdade nesse momento?
A próxima pérola vem da questão indígena, reprodutor da máxima: Índio é tudo vagabundo!!
Justificativa da máxima?
Eles tem uma grande porção de terra no Brasil e não a colocam pra produzir.
Conversávamos sobre uma região do Brasil que foi desbravada no final do século XIX e inicio do século XX, isso significa que, no inicio do século XX os Índios que estavam nessa terra viviam dos recursos que a terra oferecia, chega nesse momento, o progresso, destrói os recursos naturais, edifica cidades e encurrala indígenas em reservas que não suprem mais seu estilo de vida de sobreviver com o que a terra oferece.
Uma clara violência de transformação do ambiente onde seus antepassados viveram com tranquilidade e harmonia. Eram donos da terra. Não?
Nesse critério o senhor justifica que é progresso.
Não fosse o progresso, a região só seria habitada por indígenas, seria uma região selvagem! Em resumo dissera: Os Índios estão condenados a desaparecer, assim que tem que ser, como sempre foi, a lei do mais forte sobre o mais fraco!
Essa é a mentalidade de quem é contra bolsa família e contra cotas. São travestidos de um falso manto de justiça para defender privilégios e direitos de destruir todo um ambiente em equilíbrio. É a liberdade de se afirmar como melhor do que tudo que o rodeia.
08 junho 2014
Funcionário público neoliberal, pode?
O neoliberalismo é uma ideologia de politicas econômicas que surgiu no inicio do seculo XX inspirada por ideias do liberalismo clássico.
O liberalismo por sua vez é uma politica econômica que surgiu no final do século XVIII. Tinha nas ideias principais a liberdade da economia, estando ela, livre da interferência de regulamentações que geralmente eram feitas pelos governos locais.
O liberalismo foi contemporâneo da revolução industrial, quando se aprofundaram as relações de patrão e operários. Nessa época ainda não existiam leis trabalhistas e o salário era definido pela lei da oferta e da procura.
No contexto da revolução industrial, a cada período eram desenvolvidas novas maquinas que substituíam o trabalho manual, resultando assim em uma menor necessidade de mão de obra, ou seja, as industrias precisavam de menores números de trabalhadores. Isso fez a oferta de mão de obra muito maior que a demanda de empregos, e consequentemente degradação das condições de trabalho e remunerações que supriam, cada vez menos, as necessidades primarias do trabalhador, levando os trabalhadores a aceitar condições de trabalho semi-escravas.
No final do seculo XIX e inicio do seculo XX foram institutas partes das leis trabalhistas como conhecemos hoje. Também nessa época, começaram a ser implementadas politicas econômicas voltadas ao estado de bem-estar.
As politicas do estado de bem-estar eram inspiradas por politicas socialistas, tinham a ideia de usar politicas de cunho social como um meio de obter eficiência econômica, colocando o estado como organizador da economia.
Em oposição a essas politicas, surgiram, de forma contemporânea, as primeiras formulações neoliberais no século XX entre as décadas de 30 e 40.
Porém, o conceito de neoliberalismo que é usado nos dias de hoje nos remete aos anos 80, quando Margareth Tatcher, implementou na Inglaterra, politicas com forte ênfase nas ideias liberais.
Como primeira ministra, Thatcher obteve grande sucesso na estabilização da libra esterlina, na dinamização da economia britânica e na redução drástica da carga tributária
A redução da carga tributária aumentou as importações, visto que os impostos protegiam o mercado interno, dando as mercadorias importadas um valor artificial mais caro. Com a queda no preço dos produtos importados, o mercado nacional inglês perdeu a falsa competitividade que aparentava ter devido ao protecionismo econômico, a produção industrial inglesa caiu, houve aumento do desemprego, aumento da concentração de renda, a porcentagem de cidadãos ingleses considerados pobres dobrou na era Tatcher.
O neoliberalismo de Tatcher incluiu, privatizações das estatais inglesas, fim do ensino gratuito público, fim dos serviços de saúde pública, o salário minimo foi quase abolido, entre outras medidas. Margareth Tatcher praticamente criou a cartilha do neoliberalismo. Isso lhe rendeu o apelido de Dama de Ferro.
O sucesso das politicas neoliberais para controle da economia chamaram a atenção dos Estados Unidos que logo se tornaram adeptos da ideologia. Nesse contexto o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, com o apoio dos Estados Unidos e Inglaterra, tiveram importante papel, principalmente a partir dos anos 90, de espalhar as politicas neoliberais pelo mundo com a mesma cartilha de privatizações e dissolução de serviços públicos implementada por Tatcher.
As politicas neoliberais chegaram no Brasil no governo do PSDB com o presidente Fernando Henrique Cardoso.
Assim como Tatcher, o governo FHC controlou a inflação e estabilizou a moeda nacional. E também como Tatcher, promoveu a concentração de renda, aumento de desemprego, privatizações e um gradual processo de sucateamento das instituições de serviços públicos como educação e saúde, tal como fez Tatcher, encaminhava um processo para culminar no fim de tais serviços.
Até hoje no Brasil, os governos do PSDB, são fortemente associados com politicas neoliberais e continuam afinanados com o discurso de politicas econômicas que agrada muito os detentores de grande capital e ameaça fortemente os trabalhadores e os direitos sociais.
Depois de tudo isso, retorno a pergunta inicial: Funcionário público neoliberal, pode?
Não é difícil encontrar em instituições públicas funcionário rogando ao PSDB como alternativa aos governos PTistas, geralmente com criticas vazias fundamentadas no discurso da 'corrupção', simples e seletiva como característica única de um governo, e em surtos psicóticos de comunistofobia que se proliferam na internet com a mesma argumentação da época da guerra fria, fundamentada pelo marketing estadunidense de combate ao avanço comunista.
Será que esses funcionários públicos sabem o que estão fazendo declarando voto em um candidato neoliberal?
Até entendo um especulador, portador de capital, encampar a campanha de um candidato neoliberal, mas um trabalhador assalariado neoliberal é uma contradição politica,social e econômica, não faz sentido lógico.
E eis que chegamos a um ponto crucial, não faz sentido logico essa escolha justamente porque os trabalhadores não sabem o que os candidatos representam, não conhecem o mínimo das politicas básicas defendidas pelo candidato, são reféns de estrategias de marketing promovidas pelos milhões escoados nas campanhas eleitorais e no interesse econômico dos meios de comunicação de massa, esses últimos grandes formadores dos discursos vazios que fomentam a abominação politica,social e econômica do funcionário público neoliberal.
Precisamos de uma revolução na informação, garanto que com a informação verdadeira veremos que um funcionário público neoliberal é uma coisa que não pode ocorrer.
17 maio 2014
Concessão de rodovias gerou ganho indevido de R$ 2 bi, diz Artesp
A agência estadual que regula as concessões de rodovias de São Paulo (Artesp) concluiu que empresas que exploram os pedágios paulistas tiveram um ganho indevido de R$ 2 bilhões até 2012.
O motivo foram alterações nos contratos feitas em dezembro de 2006, no final da gestão Cláudio Lembo (PSD) --que, na prática, permitiram um aumento da margem de lucro das concessionárias.
Concessionárias de São Paulo negam ganho indevido
Anulação de aditivo pode causar diminuição de tarifa de pedágio
A conclusão levou a agência reguladora, hoje sob comando do governo Geraldo Alckmin (PSDB), a abrir processos sigilosos para anular as dez alterações contratuais realizadas na época.
Esses processos, em andamento, têm aval da Procuradoria-Geral do Estado. Não há prazo para conclusão.
As concessionárias de rodovias dizem que os aditivos de 2006 seguiram critérios técnicos e que não houve ganho indevido.
Os R$ 2 bilhões equivalem a cerca de três meses de arrecadação de pedágios no Estado e a cerca de 40% do custo do trecho sul do Rodoanel.
| Pedagio na rodovia Bandeirantes; concessionários que administram as estradas privatizadas faturaram indevidamente R$ 2 bi |
TRIBUTOS
Os estudos que apontam as distorções são da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que há dois anos foi contratada pela Artesp, por R$ 3,2 milhões, para avaliar os aditivos e a estrutura das concessões.
As mudanças feitas em 2006 envolveram um reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos, com a inclusão de obras e a prorrogação dos prazos de concessão por até oito anos e quatro meses.
Os ganhos indevidos, segundo a conclusão da agência, foram motivados principalmente por dois fatores:
1) Projeções superestimadas de recolhimento de tributos (ISS, PIS e Cofins) pelas concessionárias de rodovias.
A auditoria aponta que foram feitas estimativas infladas no aditivo, em vez de cálculos a partir de valores efetivamente desembolsados.
Em casos anteriores, houve critérios diferentes. Mas eles não envolviam extensão de prazos contratuais.
2) Contas superestimadas de perdas sofridas pelas empresas em anos anteriores --por exemplo, por adiamento de reajuste do pedágio.
A consequência prática desses dois fatores foi o aumento da TIR (Taxa Interna de Retorno), que afeta a margem de lucro das empresas.
Ofícios encaminhados pela Artesp às concessionárias afirmam, por exemplo, que a TIR da ViaOeste (que administra a Castello Branco e a Raposo Tavares) subiu de 19,33% para 20,51%. A taxa da AutoBan (Anhanguera e Bandeirantes) teve alta de 19,78% para 20,25%.
Com isso, ao longo da concessão uma empresa poderia elevar os ganhos em até 25%.
Texto original de Folha de São Paulo
29 março 2014
A rede Goebbels dos Estados Unidos
O termo rede Goebbels, apesar de lembrar muito rede Globo, não faz uma menção direta à rede brasileira nesse titulo.
Aqui uso o termo rede Goebbels para me referir a maquina de propaganda nazista utilizada para difundir as ideias do partido na Alemanha.
O nome Goebbels faz referencia a Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista e autor da celebre frase "uma mentira deve ser somente muitas vezes repetida e então ela se torna crível".
A frase de Goebbels apesar de soar, digamos, um tanto mal caráter, rasteira e mesquinha, foi adotada como base do jornalismo ideológico contemporâneo. Novamente lembramos da Globo.
A manipulação da verdade, a criação de meias verdades convenientes e ocultação de verdades inconvenientes é a marca dos grandes veículos de informação atual. Essa marca remete claramente as ideias de Goebbels que foram implementadas com notável sucesso na Alemanha nazista.
Mas retorno ao título, a rede Goebbels dos Estados Unidos.
Recentemente em entrevista a revista Carta Maior o cientista político e historiador Luiz Alberto Moniz Bandeira revela que no governo Bush foi criado no pentágono o Office of Strategic Influence (OSI), uma divisão especializada na tarefa de manipular a opinião pública, com falsas informações, e promover operações psicológicas contra governos não alinhados a politica imperial. Um departamento com total equidade com o ministério da propaganda nazista.
Nesse momento histórico ao qual passamos, onde Ucrânia sofre um golpe de estado neonazista e o governo da Venezuela sofre pressões populares de setores pró Estados Unidos, nossos noticiários de TV e manchetes impressas da grande mídia, tomam partido total e irrestritamente aos interesses norte-americanos. Seria coincidência?
Em um breve levantamento histórico das ligações da nossa grande mídia, nos leva a apontamentos ( não conclusões ) que essa narrativa dos acontecimentos atuais pró Estados Unidos não é coincidência.
Nossa grande e velha mídia brasileira é filiada a S.I.P. (Sociedade Interamericana de Imprensa), uma sociedade entre os grandes meios de comunicação da America latina subordinada à C.I.A.
Na lista de membros podemos facilmente encontrar Globo, Folha, grupo Abril ( da VEJA ) que também coincidentemente, são os mesmos veículos que se destacam pelo discurso pró Estados Unidos em relação a crise na Ucrânia e desestabilização da Venezuela.
A S.I.P. foi fundada na época da ditadura de Fulgencio Batista em Cuba, o mesmo ditador derrubado por Fidel na revolução cubana. Exatamente depois da revolução cubana foi que a S.I.P ganhou importância na estrategia geopolítica norte americana. Para evitar o avanço comunista na America Latina, os veículos de imprensa ligados a S.I.P. foram responsáveis por fazer a campanha midiática que é conhecida como preparação para o golpe. Consistia em uma campanha midiática para desestabilizar governos eleitos e justificar 'intervenções' que resultaram nas terríveis ditaduras da America Latina.
Sobre o Brasil assista O dia que durou 21 anos.
Conhecendo esses histórico golpista da grande mídia brasileira, não fica difícil intuir ( apesar de não concluir ) que os mesmos membros da S.I.P. fazem parte da rede Goebbels norte-americana, a qual fora fundada no governo Bush sobre a sigla (OSI).
Ressaltando novamente, não podemos concluir com certeza, que nossa mídia faz parte da campanha desinformativa e da guerra psicológica promovida pela OSI. Os fatos são:
1) A OSI existe e a função dela é desestabilizar governos antipáticos aos Estados Unidos por campanhas midiáticas
2) A grande mídia brasileira é integrante de um órgão que foi responsável por instalar a maior parte das ditaduras latino americanas.
Apesar de não poder concluir com certeza, se você me perguntar, se eu acredito que Globo, VEJA/Abril, Folha e etc participam dessas campanhas desestabilizadoras da rede Goebbels dos Estados Unidos, não hesitarei em responder que sim.
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