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17 maio 2014

Concessão de rodovias gerou ganho indevido de R$ 2 bi, diz Artesp

Concessão de rodovias gerou ganho indevido de R$ 2 bi, diz Artesp

A agência estadual que regula as concessões de rodovias de São Paulo (Artesp) concluiu que empresas que exploram os pedágios paulistas tiveram um ganho indevido de R$ 2 bilhões até 2012.

O motivo foram alterações nos contratos feitas em dezembro de 2006, no final da gestão Cláudio Lembo (PSD) --que, na prática, permitiram um aumento da margem de lucro das concessionárias.

Concessionárias de São Paulo negam ganho indevido
Anulação de aditivo pode causar diminuição de tarifa de pedágio

A conclusão levou a agência reguladora, hoje sob comando do governo Geraldo Alckmin (PSDB), a abrir processos sigilosos para anular as dez alterações contratuais realizadas na época.

Esses processos, em andamento, têm aval da Procuradoria-Geral do Estado. Não há prazo para conclusão.

As concessionárias de rodovias dizem que os aditivos de 2006 seguiram critérios técnicos e que não houve ganho indevido.

Os R$ 2 bilhões equivalem a cerca de três meses de arrecadação de pedágios no Estado e a cerca de 40% do custo do trecho sul do Rodoanel.

Pedagio na rodovia Bandeirantes; concessionários que administram as estradas privatizadas faturaram indevidamente R$ 2 bi
Pedagio na rodovia Bandeirantes; concessionários que administram as estradas privatizadas faturaram indevidamente R$ 2 bi

TRIBUTOS

Os estudos que apontam as distorções são da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que há dois anos foi contratada pela Artesp, por R$ 3,2 milhões, para avaliar os aditivos e a estrutura das concessões.

As mudanças feitas em 2006 envolveram um reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos, com a inclusão de obras e a prorrogação dos prazos de concessão por até oito anos e quatro meses.

Os ganhos indevidos, segundo a conclusão da agência, foram motivados principalmente por dois fatores:

1) Projeções superestimadas de recolhimento de tributos (ISS, PIS e Cofins) pelas concessionárias de rodovias.

A auditoria aponta que foram feitas estimativas infladas no aditivo, em vez de cálculos a partir de valores efetivamente desembolsados.

Em casos anteriores, houve critérios diferentes. Mas eles não envolviam extensão de prazos contratuais.

2) Contas superestimadas de perdas sofridas pelas empresas em anos anteriores --por exemplo, por adiamento de reajuste do pedágio.

A consequência prática desses dois fatores foi o aumento da TIR (Taxa Interna de Retorno), que afeta a margem de lucro das empresas.

Ofícios encaminhados pela Artesp às concessionárias afirmam, por exemplo, que a TIR da ViaOeste (que administra a Castello Branco e a Raposo Tavares) subiu de 19,33% para 20,51%. A taxa da AutoBan (Anhanguera e Bandeirantes) teve alta de 19,78% para 20,25%.

Com isso, ao longo da concessão uma empresa poderia elevar os ganhos em até 25%.

Texto original de Folha de São Paulo

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16 janeiro 2014

QUEM PRODUZ A SEGREGAÇÃO?

QUEM PRODUZ A SEGREGAÇÃO?

pensando: O espaço urbano* 
“A segregação espacial é a expressão das classes sociais”, é a prova real de que o antagonismos de classes existe e essa desigualdade podemos ver presente no espaço, seja urbano, como também no rural.
A palavra segregação possui um sentido amplo, lembrando que aqui no texto será abordado  a segregação residencial.
Para compreendermos um pouco mais afundo atenhamo-nos ao significado do conceito de áreas sociais- que segundo Shevky e Bell são áreas marcadas pela uniformidade da população em três aspectos: status socioeconômico, urbanização e etnia. Essas características homogêneas caracterizam certas áreas, ruas, bairros, avenidas. Por exemplo, bairros operários (populares), residências unifamiliares, condomínios de luxo, bairros nobres, área comercial de alto padrão e etc.
A segregação jamais pode ser aceita como algo natural que deve acontecer por elamentos e causas naturais ou pertencente a ordem vigente. NÃO! refute imediatamente argumentos oportunistas e reacionários como este.
A segregação tem causas, ou melhor, tem "os agentes causadores da segregação". Vejamos:

Os grandes proprietários industriais e as grandes empresas comerciais
São os que mais consomem o espaço, buscam sempre vantagens que satisfaçam seus interesses, terrenos mais baratos, infraestruturas, muitas vezes subsidiados pelo poder público. Podemos afirma com toda certeza que o espaço é construído em função desse agente.

Os proprietários de terra
É outro tipo de agente atuam obtendo renda fundiária da terra, o aluguel é um exemplo, seja para fins comerciais ou residenciais.

Os promotores imobiliários
É um conjunto de agentes que realizam tais tarefas: financiamentos, incorporação, aluguel, estudo técnico, construção do imóvel, venda do mesmo e etc.

O Estado
Enquanto uns acreditam que o Estado se constituiu para defender o direito e bem estar dos mais oprimidos, se engana.  O Estado muitas vezes é conivente com a iniciativa privada, contribuindo para o crescimento da segregação. E sem contar na questão habitacional, na qual carece de investimentos públicos para favorecer os mais necessitados por moradia e não tem condições de adquirir uma.




* de Roberto Lobato Corrêa


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