Image and video hosting by TinyPic
Mostrando postagens com marcador Wagner Luciano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Wagner Luciano. Mostrar todas as postagens

30 novembro 2013

Hitler era de esquerda ou de direita?



Quero colocar esse texto como proposta de debate, até porque a ideia de nosso blog não é fornecer ideias prontas e sim estimular o debate.


É muito comum ver a esquerda dizendo que Hitler era de extrema-direita (o que entra em concordância com boa parte dos historiadores, inclusive o nosso colunista Atila Siqueira que é Bacharel em história  defende essa linha de pensamento), e é igualmente comum, ouvir a direita dizer que Hitler era um extremista de esquerda. O que me deixa feliz, porque tanto direita quanto esquerda se envergonham de Hitler.

Não sou historiador, nem cientista político e nem sociólogo. Mas como negro, sinto-me na obrigação de passar meu ponto de vista (e é simplesmente um ponto de vista) sobre esse momento vergonhoso da nossa história (leia-se nazismo), citei que sou negro porque a base do discurso Nazista era a segregação racial, e esse é um assunto ao qual não poderia me furtar.

Hitler utilizou-se de idéias comunistas para subir ao poder e até mesmo para governar, mas também usou ideias cristãs e sabemos que Hitler não era cristão (mesmo tendo se apropriado de ideias Cristãs em beneficio do regime), de igual modo podemos dizer que ele não era comunista, apesar de também ter ser apropriado de ideias comunistas para justificar seu regime. Isso é um ponto importante para se entender o Nazismo, Hitler se apropriava de qualquer ideia politica, religiosa e social que pudesse manter a chama de seu regime acesa.

Apesar do Nazismo ter ser apropriado de várias idéias, ele tinha alguns conceitos sociais que se manifestaram de forma clara e até certo ponto originais, conceitos esses que diferenciavam o regime nazista dos outros regimes políticos, isso fica bem claro nos trechos de discursos que citarei nesse texto. Esses conceitos justificaram a religião nazista (o paganismo baseado em mitos nórdicos), a segregação e  o modelo sociopolítico. Basicamente podemos dizer que os conceitos que serviram de base para sustentar o regime nazista foram o racismo,o machismo e a xenofobia. Três pontos que vão na contramão dos ideais da esquerda, que por sua vez englobam igualdade de sexo, igualdade de gêneros, igualdade racial e  o internacionalismo (que é o oposto do nacionalismo)


Nesse trecho Hitler deixa evidente  a doutrina nacionalista,  o seu racismo e  a  sua oposição ao marxismo.

“A doutrina judaica do marxismo repele o princípio aristocrático na natureza. Contra o privilégio eterno do poder e da força do indivíduo levanta o poder das massas e o peso-morto do número. Nega o valor do indivíduo, combate a importância das nacionalidades e das raças, anulando assim na humanidade a razão de sua existência e de sua cultura. Por essa maneira de encarar o universo, conduziria a humanidade a abandonar qualquer noção de ordem. E como nesse grande organismo, só o caos poderia resultar da aplicação desses princípios, a ruína seria o desfecho final para todos os habitantes da Terra.” Mein Kampf,  

Nesses outros 2 trechos podemos observar a forma xenofóbica com a qual Hitler subjugava as outras nacionalidades.

“Os poloneses [acentuou Hitler] nasceram especialmente para o trabalho pesado (...). Não é preciso pensar em melhorias para eles. Cumpre manter, na Polônia, um padrão de vida baixo, não se permitindo que suba (...). Os poloneses são preguiçosos e é necessário usar a força para obrigá-los a trabalhar (...).

"Todos os representantes da classe culta polonesa, portanto, têm de ser exterminados. Isso parece crueldade, mas é a lei da vida”.


Ao meu ver, fica claro os motivos pelos quais afirmo (em concordância com historiadores) que Hitler não era de esquerda. 



Mais informações »

29 novembro 2013

Nazi-coxismo e os pequeno-burgueses


Nazi-coxismo é a definição que uso para descrever uma ideologia formada não só pela tradicional pequena- burguesia mas também pelos insurgentes integrantes daquilo que o PT chama de nova classe média. A pequena-burguesia pode ser definida pelo desejo dos seus integrantes de se tornarem burgueses, porém não possuem capital suficiente para explorar a força de trabalho dos menos afortunados. Em outra via, eles também não aceitam ter sua força de trabalho explorada, o que cria uma especie de anomalia social.

A classe mais pobre representa o mais ameaçador medo do pequeno-burguês, e como boa dose de negação a esse medo, ele acaba atacando o proletário com toda sorte de insultos ( Ex: pobres são todos burros, pobre não devia ter direito a votar, pobre vive de bolsas sociais). O pequeno-burguês baseia suas opiniões na velha mídia, que por sua vez, promove os pontos de vista  favoráveis ao meio de produção dominante. Logo o pequeno-burguês começa a se comportar e a tentar pensar como o próprio burguês, mas sem condições financeiras para encarnar o próprio pensamento,  ele começa manifestar a insatisfação com o seu fracasso pessoal de forma cada vez mais violenta e rancorosa.

A associação desse pensamento ao nazismo, se deve ao fato de que boa parte dessa sub-classe (leia-se pequena burguesia) recorre a discursos onde a violência é colocada como solução de problemas complexos. O pensamento segregacionista do pequeno burguês utiliza-se de aspectos sociais e culturais para mostrar o proletário como classe inferior.


Exemplos:

Bandido bom é bandido morto (Se for bandido pobre)
Tradução: Eu não acredito que um infrator pode ser recuperado e ressocializado.

Comunistas merecem morrer.
Tradução: Qualquer pensamento que me torne mais próximo do proletário, deve ser rejeitado com todas as forças pois não aceito ideias diferentes, principalmente aquelas que pretendem me colocar do nível de pessoas que  considero inferiores.

Pobre não tem higiene.
Tradução: A higiene está relacionada com o poder de consumo.

Os impostos são muito altos
Tradução: Eu compro tudo que posso pra parecer burguês mas na hora de pagar impostos quero que o estado me trate como pobre.

Poderia escrever um livro de mil páginas só com exemplos de discursos pequeno-burgueses mas creio que esses sejam suficiente pra ilustrar a ideia central do texto.

Disso tudo podemos concluir que o  pequeno-burguês se acha  rico demais pra ser considerado pobre e pobre demais pra ser considerado rico. Ele também acredita que só uma intervenção militar poderia dar as condições que ele necessita para realizar seu maior sonho. Se tornar de fato um burguês.






Mais informações »

19 outubro 2013

Quem será o oculto 'Fuher' tupiniquim?

A linha que separa o patriotismo do nacionalismo é bastante tênue às vezes. Defender a pátria, ou seja, seu direito à propriedade e liberdade, é algo totalmente diferente de colocar a nação acima dos próprios indivíduos que a formam. Mas muitos ignoram isso, confundindo patriotismo com nacionalismo. O último é uma forma nefasta de coletivismo, que transforma o indivíduo em meio sacrificável em prol dos “interesses nacionais”. Ele invariavelmente desemboca na xenofobia. O amor à pátria vira o ódio ao estrangeiro. Demagogos sempre foram espertos ao utilizar o patriotismo genuíno dos cidadãos para concentrar poder, estimulando o nacionalismo xenófobo. Ninguém melhor que Hitler representa os enormes riscos disso. Seu nacionalismo chegou ao poder na Alemanha em 1933 usando o discurso nacionalista, e só foi eliminado 12 anos depois, com uma guerra que destroçou milhões de vidas.
Nos recentes protestos podemos observar um caldeirão de ideologias que variam da extrema-esquerda até o nazi-fascismo, é delicado olhar esses movimentos que ao meu ver são legítimos apenas com bons olhos, pois uma multidão enfurecida e em sua maioria despolitizada pode ser a porta de entrada para golpes extremistas. Pouco a pouco podemos notar a cultura de ódio e a negação de valores democráticos sendo implantados nas pessoas por páginas sensacionalistas da internet. Através de soluções aparentemente óbvias como: "Matar o bandido para acabar com o crime" ou "acabar com os partidos pra acabar com a corrupção" , esses discursos oferecem soluções idiotas como se fossem uma verdade máxima. É exatamente assim que é introduzido um regime fascista, pois uma vez que os partidos se enfraquecem e o povo clama por resultados rápidos (não importa quem tenha que morrer para isso), bastaria aparecer um "Fuher" para guiar essa multidão que se arrasta e lhes dar condições de expressarem todo o ódio reprimido pelo instinto animal inerente de todos os seres humanos. Só pra terminar sabe como Hitler resolveu o problema dos deficientes? Matando para que não gerassem descendentes deficientes. É assim que você quer que nossos problemas sejam resolvidos?





Texto de Rodrigo Constantino adaptado por Wagner Luciano


Mais informações »

17 agosto 2013

Escola Carvalhiana de idiotices

     O que dizer sobre Olavo de Carvalho?               
O simples fato de estar perdendo meu tempo escrevendo sobre o trabalho de um homem de filosofia tão mesquinha e retrógrada me faz ter um pouco de raiva de mim mesmo. Não sei dizer se foi por convicção as próprias mentiras ou pelo espírito fascista que se apoderou de alguns jovens de classe média que as asneiras infundadas proferidas por este senhor ecoaram tanto na internet mas se você não conhece a extensão e o risco do discurso do Olavo vou apresentar algumas peculiaridades.

Quais são os pré-requisitos pra quem deseja ser um discipulo de Olavo de Carvalho


  • Total falta de conhecimento Histórico
  • Ter uma fé católica semelhante a que os fiéis tinham no século 16
  • Achar que fumar enquanto discursa é chique mesmo que esteja fazendo um vídeo para jovens
  • Acreditar ou pelo menos fazer que os outros acreditem que só existe extremismo na esquerda


Esse ultimo pré-requisito talvez nem seja da escola Carvalhiana de idiotices pois direitistas dos mais variados seguimentos rejeitam a idéia  que algumas ditaduras possam ser  provenientes do capitalismo. Mas através do discurso de Olavo algumas pérolas do infundamento tomaram vida própria e respaldo.


"Hitler era ateu e comunista"
"O partido nazista era comunista"
"O ateísmo é uma ideologia assassina"
"Soviéticos e Alemães guerrilhavam um contra o outro pela mesma causa"

Um fato estranho é que muitos ateus capitalistas  lhe dão respaldo. É um festival de horror. O cara generaliza todos os ateus como comunistas assassinos e é apoiado por por ateus capitalistas. O cara fala que extremistas de direita são todos comunistas assassinos e é apoiado por extremistas de direita. E pra encerrar com chave de ouro pede a volta de uma ditadura. A total falta de bom senso prevalece.

Alguns políticos tiveram dificuldade em decifrar o grito das ruas durante a Copa das Confederações,acho que o grito era:

- Mudem o governo mas não mudem o sistema.
- Os pobres já são acostumados a sofrer a classe média não.

Percebi a presença espiritual do doutrinador Osvaldo quando os manifestantes expulsaram outros manifestantes que haviam começado o protesto, que estavam lá bem antes de manifestações virarem moda na TV.

Disso tudo se tira uma lição:

Você não precisa de conhecimento sobre história, religião, e nem dos direitos humanos pra liderar intelectualmente um batalhão de ignorantes. Basta que você tenha convicção das próprias besteiras que inventa.




Mais informações »

08 julho 2013

Educação X Tecnologia

O processo de inclusão digital corre a todo vapor no  Brasil mas nem todos assistem a essa pequena revolução com o mesmo otimismo que eu, alguns até encaram esse processo como um inimigo. Mas quem? Quem  poderia considerar o progresso como inimigo?

" O inimigo se esconderá no último lugar que você procuraria"  Júlio Cezar.

Acredite!!! Muitos educadores tratam esse processo de inclusão como um obstáculo ao ensino, os argumentos são os mais variados. Por exemplo, quem nunca ouviu de um professor  a seguinte frase?
-  Os alunos copiam e colam o trabalho da internet!
Mas será que o inimigo é o avanço tecnológico e a inclusão digital ou o verdadeiro inimigo é a estagnação  ao modelo convencional de ensino? O despreparo e a dificuldade que pais e mestres estão tendo em lidar com esse novo paradigma (que nem é tão novo assim)?
Qual seria a solução? Se trata apenas de colocar computador nas escolas?
Obviamente não. Esse paradigma seria mais um belo pretexto para a reforma educacional tão necessária a evolução do nosso país e seria impossível uma reforma dessa proporção sem resolver problemas  que ao meu ver são cardeais como:

  • Desvio das verbas destinadas a educação.
  • Falta de fiscalização do destino dos recursos.
  • Desigualdades regionais.
  • Baixos salários, má valorização e uma ineficiente fiscalização dos educadores.

Alguns problemas  como a dificuldade de famílias carentes manterem os filhos nas escolas foram amenizados com as bolsas sociais tão criticadas e tão importantes no trato desse delicado assunto mas muito ainda deve ser feito por toda a sociedade  e só com esse esforço direcionado poderemos nos orgulhar da maior honra que uma grande nação pode ter, que não é um bom futebol mas sim uma boa educação.

Mais informações »
Copyright © 2013 Brasil em Discussão. Traduzido Por: WST Design.