Image and video hosting by TinyPic
Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens

10 março 2014

NOVA CLASSE MÉDIA? A renovação da pirâmide social brasileira

Poderíamos falar que o Brasil possui uma nova classe, assim denominada como classe média?


Se formos analisar a questão de classes, seguindo o pensamento marxista, há existência de apenas duas grandes classes: os que detém o capital e a propriedade privada da terra e aqueles que detém apenas sua força de trabalho (os desprovidos de propriedade). Seguindo este pensamento vamos refletir...
"Em síntese: entende-se que não se trata da emergência de uma nova classe muito menos de uma classe média".*
Não há uma nova classe e sim a estrutura social está em mudanças, em "metamorfose" assim denominado pelo geógrafo Marcio Pochmann em seu livro "Nova classe média?". E essa metamorfose precisa ser analisada em vários aspectos, alguns deles é pela renda e consumo.

Então se não há uma nova classe, o que explica os discursos sobre ascensão de uma nova classe?

O nível de consumo aumentou, segundo estudos a partir de 2000, junto com apoio de políticas de apoio à rendas, fortalecimento do mercado de trabalho e entre uma série de outros fatores. Em geral esses fatos contribuíram para o fortalecimento das classes populares assentadas no trabalho. Não surgiu uma nova classe, o que acontece é o aumento da renda e consequentemente atua no aumento do consumo. Associam-se, sim, às características gerais das classes populares, que por elevar o rendimento, ampliam imediatamente no padrão de consumo. [...] o trabalhador não poupa, e sim gasta tudo o que ganha.
O adicional de ocupados na base da pirâmide social reforçou o contingente da classe trabalhadora, equivocadamente identificada como uma nova classe média.

  
_______________________
* Trecho retirado do texto original
Tabelas retidas do texto original
Texto original: Nova classe média?- Marcio Pochmann
Texto síntese: Blog um quê de Marx.

LEIA O CONTEÚDO DESTA POSTAGEM NA ÍNTEGRA, VEJA MAIS DADOS SOBRE ESTE ASSUNTO. CLIQUE AQUI E ACESSE.


Mais informações »

02 janeiro 2014

Turistas estrangeiros devem injetar US$ 9,2 bilhões na economia brasileira em 2014



Rio de Janeiro – Os turistas estrangeiros devem injetar US$ 9,2 bilhões (cerca de R$ 22 bilhões) na economia brasileira em 2014, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). Caso a previsão seja confirmada, isso representará um crescimento de 38,5% em relação a 2012, quando foram geradas US$ 6,64 bilhões (R$ 15,6 bilhões) em divisas internacionais.
Em 2013, até novembro, o turismo estrangeiro movimentou US$ 6,13 bilhões (R$ 14,4 bilhões) no país. A expectativa é que feche o ano entre US$ 6,6 bilhões e US$ 7,7 bilhões (cerca de R$ 18 bilhões).
Parte dos recursos previstos para 2014 serão gerados pela Copa do Mundo da Fifa (Federação Internacional de Futebol), que ocorre de 12 de junho a 13 de julho em 12 cidades brasileiras. Em todo o ano de 2014 são esperados 7 milhões de turistas estrangeiros no país, um recorde.
“A presença de 7 milhões de turistas significa provavelmente a geração de recursos superiores à indústria automobilística e à indústria de papel e celulose no Brasil, mostrando a importância econômica do turismo e, portanto, a necessidade de haver investimentos públicos e privados, como vem ocorrendo na expansão da rede hoteleira”, disse o presidente da Embratur, Flavio Dino.
Segundo Dino, é preciso receber bem o turista estrangeiro e, para isso, é necessário ampliar investimentos em infraestrutura (como aeroportos) e ensinar línguas estrangeiras a profissionais que têm contato com esses turistas.
“Tenho muita confiança na necessidade de haver investimentos e a competitividade, ou seja, haver políticas públicas e ações privadas que garantam preços justos, para que esses turistas possam ser bem acolhidos e também economicamente estimulados a voltar ao Brasil”, disse Dino.

Agência Brasil


Mais informações »

10 agosto 2013

Desigualdade de renda cai em 80% dos municípios do Brasil em uma década

Entre 2000 e 2010, rendimento dos 20% mais pobres cresceu mais rapidamente do que o dos 10% mais ricos em quatro de cada cinco cidades do País; nos dez anos anteriores, a desigualdade medida pelo índice de Gini havia crescido em 58% das cidades
De 2000 a 2010 aconteceu algo inédito no Brasil: em 80% dos municípios, a desigualdade de renda entre seus habitantes diminuiu. O fato é ainda mais relevante porque reverteu uma tendência histórica. Na década anterior, a desigualdade medida pelo índice de Gini aumentara em 58% das cidades brasileiras.
A maior queda da desigualdade aconteceu numa cidadezinha do interior de São Paulo. No extremo oeste, perto de Presidente Prudente, Emilianópolis viu seu índice de Gini cair pela metade, de 0,76 para 0,38 em 2010. A escala varia de zero a 1. Se os 3 mil emilianopolenses ganhassem igual, o índice seria 0. Se um deles concentrasse toda a renda da cidade, o Gini seria 1.
Emilianópolis é um bom exemplo, uma vez que as condições em que se deu a redução da desigualdade são representativas do que aconteceu em outros 4.431 municípios brasileiros. O Gini da cidade crescera nos anos 1990, de 0,43 para 0,76. A reversão na década seguinte ocorreu com o enriquecimento da população em geral: a renda do emilianopolense foi de R$ 373 para R$ 585.
Na maior parte do Brasil foi igual. De 2000 a 2010, o rendimento domiciliar per capita cresceu 63% acima da inflação, na média dos 5.565 municípios. Foi um enriquecimento mais intenso do que nos dez anos anteriores, quando o ganho havia sido de 51%.
Isso é importante porque uma forma perversa de reduzir a desigualdade é via empobrecimento geral. Se os ricos perdem mais do que os pobres, a desigualdade também cai. Foi o que aconteceu em grande parte do Brasil nos anos 1980, por causa da recessão.
Nos dez anos seguintes, o alto desemprego comprometeu o salário dos trabalhadores e a renda voltou a se concentrar no topo da pirâmide. O índice de Gini do País cresceu, e a desigualdade aumentou em 58% dos municípios brasileiros.



Partilha do bolo. É o oposto do que aconteceu em 80% dos municípios do Brasil na década passada. Nos anos 2000, houve redistribuição da renda simultânea ao crescimento. O bolo aumentou para todos, mas a fatia dos pobres cresceu mais, em comparação à dos ricos.
Em quase todo lugar, os ricos não ficaram mais pobres. Ao contrário. Mesmo descontando-se a inflação, o rendimento médio dos 10% mais ricos de cada município cresceu 60%, na média de todos os municípios ao longo da década passada.
A desigualdade caiu porque a renda dos 20% mais pobres de cada município cresceu quase quatro vezes mais rápido do que a dos 10% mais ricos: 217%, na média. A distância que separava o topo da base da pirâmide caiu quase um terço. Ainda é absurdamente grande, mas o movimento está no sentido correto na imensa maioria dos municípios: o da diminuição.
Em 2000, a renda dos 20% mais pobres de cada um dos municípios era, na média, de R$ 58 por pessoa. Os 10% mais ricos ganhavam, também na média municipal, R$ 1.484. A diferença era, portanto, de 26 vezes. Em 2010, a renda dos 20% de baixo chegou a R$ 103, enquanto a dos 10% de cima ia a R$ 1.894. Ou seja, os mais ricos ganham, em média, 18 vezes mais.
Riqueza e pobreza não são conceitos absolutos, mas relativos. Em Emilianópolis, para estar nos 10% do topo da pirâmide de renda, o morador precisa ganhar pelo menos R$ 1.005 por mês. Mas, com essa renda, ele não estaria nem entre os 40% mais ricos de Porto Alegre, Santos, Curitiba e outros dez municípios brasileiros.
Já para estar entre os 20% mais pobres de sua cidade, basta a um emilianopolense ganhar menos do que R$ 250 por mês. Mas se ele morasse em Marajá do Sena, no Maranhão, e ganhasse os mesmos R$ 250, seria elite: estaria entre os 10% mais ricos da cidade. Apesar do nome, Marajá é o município mais pobre do Brasil.
A redução da desigualdade não foi total. Em 16% dos municípios, a distribuição de renda piorou. Principalmente no Norte do Brasil. O maior aumento aconteceu em Abreulândia, no Tocantins. As duas cidades de maior desigualdade entre seus moradores, Itamarati e São Gabriel da Cachoeira, ficam no Amazonas.
Trabalho e Bolsa Família.O aumento da renda obtida no trabalho é o protagonista da queda da desigualdade nos municípios entre 2000 e 2010. Ele é responsável por 58% da redução, segundo o presidente do Ipea, Marcelo Neri. Outros 13% podem ser atribuídos ao Bolsa Família. Os números foram calculados em pesquisa da instituição.
Em outras palavras, o Bolsa Família leva o “Oscar de coadjuvante”, brinca o pesquisador. Mas é um coadjuvante de peso. Sem as políticas de transferência de renda, “a desigualdade teria caído 36% menos”, afirma o estudo. No figurino do protagonista, estão aumentos reais do salário mínimo e formalização do emprego.


Matéria: Estadão
Mais informações »

23 julho 2013

Brasil atinge menor nível de desigualdade da história, diz Ipea - Matéria da BBC Brasil.

O economista Marcelo Neri, novo presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), disse nesta terça-feira que "o Brasil está hoje no menor nível de desigualdade da história documentada".

De acordo com Neri, em 2011, o índice de Gini, que mede a desigualdade, foi de 0,527, o menor desde 1960.

Na avaliação do Ipea, os resultados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) no ano passado indicam grande diminuição da desigualdade e redução da pobreza.

Neri afirma que, entre 2001 e 2011, houve crescimento real de 91,2% na renda dos 10% mais pobres. No caso dos 10% mais ricos, o aumento foi 16,6%.

Segundo o economista, o aumento da renda na base da pirâmide relativiza o fraco desempenho do PIB (Produto Interno Bruto).

Matéria da BBC Brasil: http://www.bbc.co.uk/portuguese/ultimas_noticias/2012/09/120925_ipea_desigualdade.shtml
Mais informações »

Pobreza no país diminuiu 50% no governo Lula, aponta FGV



Rio de Janeiro – Desde a criação do Plano Real, em 1994, até 2010, a pobreza no Brasil caiu 67,3%. É o que mostra a pesquisa Desigualdade de Renda na Década, produzida pela Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgada hoje (3) no Rio de Janeiro. Nos últimos dez anos, os 50% mais pobres tiveram crescimento de 69% em sua renda e a renda dos 10% mais ricos cresceu 10%.

O estudo mostra que a pobreza diminuiu em 50,6% durante o governo do presidente Lula, de junho de 2003 a dezembro de 2010, e que, de 1994 a 2002 , a pobreza caiu 31,9%. Ao longo de 2010, a pobreza foi reduzida em 16%.

Para chegar a esses índices, foram utilizados dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), ambas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e também o Índice de Gini, que mede a desigualdade de renda entre os indivíduos.

A pesquisa indica que os investimentos sociais e o investimento público em educação foram fatores fundamentais para a redução acelerada da pobreza. “O efeito educação é o principal responsável pelo crescimento da renda dos mais pobres em cerca de 40% mais que a dos ricos. A taxa de escolaridade aumentou para esse grupo e isso afetou diretamente na renda”, afirmou o coordenador da pesquisa, Marcelo Néri, que se disse surpreso com os dados.

“Não é uma década excepcional em termos de aumento de renda, mas, em termos de redistribuição de renda, os números surpreendem. A má notícia é que a desigualdade no Brasil ainda é uma das mais altas do mundo e que o desafio ainda é enorme no alcance da meta do milênio de erradicação da miséria. Mas a desigualdade segue em queda, inclusive com mais força”.

“Na minha opinião, assim como os anos 80 foram a década da democratização, os 90 foram a da estabilização, a década passada foi a da redução das desigualdades”, concluiu Néri.

Matéria do site Rede Brasil Atual: http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2011/05/pobreza-no-pais-diminuiu-50-no-governo-lula-aponta-fgv
Mais informações »

17 julho 2013

Dilma: Dados desmentem análises negativas da economia - Matéria do Estadão.

 
 
EDUARDO CUCOLO, LAÍS ALEGRETTI E RAFAEL MORAES MOURA - Agência Estado
 
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira, 17, que há dados econômicos que desmentem análises negativas que estão sendo feitas sobre a economia brasileira. "Aproveito para repelir as posturas pessimistas quanto à economia brasileira hoje e no futuro próximo. Há dados que desmentem as análises mais negativas. Temos estruturalmente mais condições do que em anos passados. Isto é uma verdade que tem sido ignorada", afirmou durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o Conselhão, que comemora 10 anos de criação.

Dilma afirmou ainda que o País está enfrentando suas carências mesmo com os obstáculos impostos pela crise econômica internacional iniciada na década passada. "Carências que existiriam com crise ou sem crise internacional, mas que se tornam mais complexas por causa dela. A crise não é uma justificativa para que não as enfrentemos. Aliás, é um motivo para que o façamos com maior determinação e deliberadamente."
Segundo a presidente, o pacto do governo federal com a estabilidade fiscal é uma garantia de que nenhuma mudança a ser feita ameaçará degradar as contas do País. "Isso elimina qualquer tentação de populismo fiscal. Estabelece com clareza que só podemos gastar aquilo que temos para gastar, aquilo que não compromete o equilíbrio fiscal e o controle da inflação", afirmou, ao se referir às medidas que estão sendo adotadas após as manifestações de ruas no Brasil no mês passado.

Não por acaso a presidente disse que a relação entre os setores público e privado é crucial para o País. "Eu diria que superamos aquela oposição que durante muito tempo existiu no Brasil, de que o setor publico ou o setor privado deviam fazer certas obras", disse.

Dilma citou as licitações e concessões que o governo federal têm feito na área de infraestrutura como exemplo Segundo ela, as iniciativas estão atraindo investidores "apesar da situação internacional difícil". Ela falou da última rodada para exploração do petróleo, que teve recorde de arrecadação e citou o Campo de Libra, como um dos maiores potenciais de petróleo no mundo.

Sobre os leilões de energia elétrica, Dilma disse que eles foram positivos, apesar de previsões catastróficas. Em relação ao setor portuário, a presidente citou a aprovação do marco regulatório dos portos. "Esse marco recém-aprovado já permitiu anúncio público de 50 terminais de uso privado, o que indica que será um processo bem sucedido, uma vez que se abriu os portos à participação de investidores privados do nosso pais", disse.

Segundo Dilma, o Brasil precisa enfrentar seus custos. "Estamos promovendo a transformação da nossa infraestrutura. Queremos mais eficiência e competitividade."

Matéria original: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-dados-desmentem-analises-negativas-da-economia,1054394,0.htm
Mais informações »

13 julho 2013

Aprofunda-se a crise do grupo EBX

Abandonar o X também deve ser o destino das outras companhias do conglomerado de Eike Batista


Fábio Pozzebom/Agência Brasil
A crise no grupo EBX, de seis companhias de mineração, energia, petróleo, logística e estaleiros, de propriedade do magnata brasileiro Eike Batista, se aprofundou em 4 de julho, depois que ele deixou a presidência da MPX Energia, a empresa mais valiosa do grupo. O fim do império corporativo de Batista está arrasando seus investidores em títulos e ações, incluindo investidores institucionais internacionais. A atenção se volta para a exposição de bancos domésticos e estrangeiros que emprestaram para as companhias nos últimos anos, notadamente os bancos estatais do Brasil, Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Depois que as ações da MPX perderam 33% de seu valor em apenas um mês, a E.ON, uma empresa de serviços públicos da Alemanha que já possuía 36% da MPX, reforçou seu comando ao indicar um presidente interino e concordar em investir 400 milhões de reais (177 milhões de dólares) em uma oferta privada de ações de 800 milhões de reais. Como parte do acordo, a MPX mudará de nome, abandonando o "X" que Batista incorporou aos nomes de todas as suas empresas e que, segundo ele, representava um bom presságio de multiplicação de riqueza.
Medidas de reestruturação
Abandonar o X também será o provável destino de suas outras companhias, enquanto Batista é obrigado a reestruturar o conglomerado EBX e abordar problemas operacionais e falhas em metas de produção que eliminaram cerca de 20 bilhões de dólares de seus ativos em menos de um ano. As ações da maioria de suas empresas despencaram, e o caixa disponível insuficiente para servir os níveis de dívida levou a especulações sobre possíveis calotes. Segundo estimativas do mercado, Batista, que valia 34,5 bilhões de dólares em março de 2012, poderá ficar com 1 a 2 bilhões de dólares em ativos e 1,7 bilhão de dólares em dívidas de longo prazo quando terminar a reestruturação de suas empresas.
BNDES é o maior credor
Como Batista, seus credores também poderão ver os ativos se evaporarem em caso de moratória da dívida estimada em 11 bilhões de reais, segundo um relatório de 8 de julho da agência de classificação de crédito Moody's. Grande parte da atenção se volta para a exposição do BNDES, já que é considerado o maior credor do grupo, tendo desembolsado 4,9 bilhões de reais em empréstimos ligados a companhias X, equivalentes a 60% de seu lucro líquido no ano passado. Segundo o BNDES, sua filial de equity, BNDESPAR, teve uma exposição combinada ao grupo EBX de aproximadamente 0,6% de sua carteira de ações. O BNDES declarou que os empréstimos às companhias de Batista foram "pequenos" em relação a seu portfólio total, e sustentados por boas cauções e garantias. Isso ainda precisa ser visto. E mesmo assim a situação renovou as críticas sobre o papel do BNDES ao escolher "campeões nacionais". Enquanto isso, a exposição da CEF é estimada em 1,4 bilhão de reais, ou 23% do lucro líquido. O Banco do Brasil, controlado pelo Estado, tem uma exposição menor ao Grupo EBX, de 156 milhões de reais.
Entre os bancos privados, os empréstimos do Citigroup (EUA) totalizam 206 milhões de reais -- 42% do lucro de sua unidade brasileira em 2012. Para o BTG Pactual, banco de investimentos brasileiro que está assessorando Batista na reestruturação, seus empréstimos de 649 milhões de reais equivalem a 32% de seu lucro. Itaú e Bradesco, os maiores bancos da América Latina em valor de mercado (ambos brasileiros), têm exposições de dívida menores ao EBX (1,2 bilhão de reais cada) em relação a seus lucros.
O fim do império de Batista ocorre quando o sentimento em relação ao Brasil azedou consideravelmente. A economia brasileira luta para se recuperar de uma desaceleração retardada que começou depois do boom de 2010, e o crescimento da demanda chinesa, que alimentou grande parte do boom de matérias-primas durante uma década e colocou Batista na lista das dez pessoas mais ricas do mundo da revista Forbes em 2012, está desacelerando. Ao mesmo tempo, protestos de rua em junho sobre uma série de questões que incluem a má qualidade dos serviços públicos e a corrupção enfraqueceram a estabilidade política e levaram a uma sensação de paralisia política que deverá durar pelo menos até as eleições, em outubro de 2014.

Mais informações »

06 julho 2013

Economia

Governo federal corta R$ 15 bilhões em despesas

Medida não deve atingir investimento ou serviços sociais e visa ajudar a atingir a meta de superávit primário
por Agência Brasil — publicado 05/07/2013 11:49
Brasília - Cortes de até R$ 15 bilhões, envolvendo principalmente despesas de custeio, serão anunciados na próxima semana, conforme antecipou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil da TV Globo. "Não haverá cortes em investimento nem nos serviços sociais do governo”, acrescentou o ministro na entrevista. Segundo ele, os cortes ocorrerão em viagens e passagens, material permanente, serviço de terceiros e aluguéis.
Hoje, pela manhã, ao chegar ao Ministério da Fazenda, Mantega não quis falar aos jornalistas sobre o assunto.
De acordo com o ministro, o governo acompanhará o impacto dos cortes ao longo do ano. Se houver necessidade, novos cortes – mas não aumento de impostos - serão feitos. Mantega disse que “o importante é cumprir a meta de 2,3% [de superávit primário], e ela será obtida a qualquer custo".
A meta de superávit primário corresponde ao pagamento de juros da dívida pública, valor que compensa a perda de arrecadação com a redução de impostos ao longo do ano. O superávit primário é portanto a soma das receitas e despesas do governo, descontados os gastos com pagamento de juros.
*Publicado originalmente em Agência Brasil.

Mais informações »
Copyright © 2013 Brasil em Discussão. Traduzido Por: WST Design.