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02 janeiro 2014

Jornalista é espancada após criticar primeiro ministro da Ucrânia

Ucrânia: líder oposicionista, jornalista é agredida após artigo sobre ministro

jornalista agredida ucrânia
Rosto de Tetyana Chernovil ficou desfigurado após agressão (Foto: Twitter / Reprodução)
Uma proeminente ativista e jornalista foi brutalmente agredida nessa quarta-feira em Kiev, capital da Ucrânia, no último ataque de uma série contra manifestantes e membros da oposição em meio a semanas de protestos pedindo a saída do presidente Viktor Yanukovych e de seu gabinete, de acordo com informações da agência AP.
Centenas de colegas jornalistas e oposicionistas se reuniram perto do Ministério do Interior depois do ataque a Tetyana Chernovil exigindo a renúncia do ministro Vitali Zakharchenko. Alguns seguravam retratos de Chernovil, uma das líderes das grandes manifestações que têm acontecido em Kiev há mais de um mês, desde que o presidente Yanukovych decidiu recusar um acordo de associação política e de livre comércio com a União Europeia para se aliar aos russos.
Tetyana Chernovil, 34 anos, foi atacada quando dirigia até sua casa. Seu carro foi encurralado por outro e, ao tentar fugir, teria sido agredida por vários homens. A jornalista teve uma concussão, além de fraturas no nariz e rosto, de acordo com seu marido, Mykola Berezovy. O incidente aconteceu horas depois de Chernovil publicar um artigo sobre uma residência que estaria sendo construída para o ministro Zakharchenko.
O presidente Yanukovych condenou o incidente e ordenou uma investigação completa. O campeão mundial de boxe e líder oposicionista, Vitali Klitschko, acusou as autoridades de tentar intimidar ativistas e pediu um boicote nacional sobre o governo. “Eles querem paralisar as pessoas com medo. Isso não vai acontecer”, disse Klitschko.
“Nós expressamos nossa preocupação com uma série de eventos similares nas últimas semanas, tendo como alvos indivíduos, propriedade e atividade política”, afirmou em nota a embaixada dos Estados Unidos no país europeu.

Terra


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18 dezembro 2013

Itamaraty diz que Snowden não formalizou pedido de asilo

Brasília – O governo brasileiro não considera que o ex-consultor que prestava serviço à Agência Nacional de Segurança (NSA), Edward Snowden, tenha pedido asilo político ao Brasil, informou hoje (17) o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
De acordo com o Itamaraty, a campanha lançada na internet e a Carta Aberta ao Povo Brasileiro, publicada nesta terça-feira pelo jornal Folha de S.Paulo, são instrumentos sociais em defesa da concessão do asilo, e não formalizam um pedido.
Segundo o ministério, o Brasil entende que o asilo político é um instituto do direito humanitário de grande seriedade, concedido a pessoas vítimas de perseguição política, o que não deverá ser usado como um instrumento para troca de informações. De acordo com o Itamaraty, caso o pedido venha a ser formalizado e entregue às autoridades brasileiras, será avaliado de acordo com os elementos disponíveis.
A concessão de asilo político é uma possibilidade prevista pela Constituição e é uma prerrogativa do Executivo, por meio do Ministério da Justiça. A decisão de permitir a vinda de um estrangeiro asilado ao país, todavia, é geralmente feita em colegiado, com a participação da Presidência da República, do Itamaraty e do Ministério da Justiça.
Em julho, após as primeiras denúncias de espionagem dos Estados Unidos divulgadas pela imprensa internacional, a Anistia Internacional, por meio da página na internet WikiLeaks, divulgou um documento em que era solicitado asilo ao ex-consultor em 21 países, entre os quais o Brasil.
O governo, por meio do Itamaraty, chegou a confirmar o recebimento da carta com pedido de asilo e informou não ter a intenção de responder. Posteriormente, o então chanceler Antonio Patriota declarou que o asilo não seria concedido pelo Brasil.
Nesta semana, Edward Snowden também enviou uma carta à senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), uma das relatoras da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Espionagem, em que se dispõe a colaborar com o governo brasileiro caso haja "possibilidades legais" para tal. Na tarde de hoje, a CPI se reúne em Brasília e o tema está na agenda de discussões.
Edward Snowden está atualmente na Rússia. O país lhe concedeu asilo temporário de um ano, prazo que expira em meados de 2014. As denúncias feitas por Snowden sobre as práticas de espionagem dos Estados Unidos causaram reações em vários países, entre os quais o Brasil. O tema chegou a ser discutido nas Nações Unidas, para que sejam elaboradas normas internacionais com o objetivo de proteger dados na internet.
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24 novembro 2013

Processo de paz entre Farc e governo colombiano completa um ano

Da Agência Brasil*
Brasília - A mesa de negociação pelo fim do conflito armado entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo colombiano completa hoje (19) um ano de diálogos. O negociador-chefe do governo, Humberto de la Calle, apresentou um balanço do processo e defendeu ser este o “momento de redobrar o trabalho para conquistar a paz" e terminar quase meio século de conflito interno.
“Chegou a hora de fazermos todos os esforços pela paz”, disse, ao manifestar-se sobre a data, em Bogotá. Até o momento, o processo conseguiu fechar um acordo parcial sobre o tema agrário e a participação política das Farc, após a eventual conclusão das negociações.
Mas, para que o processo seja finalizado, a mesa ainda deve avaliar quatro temas: solução para o problema das drogas ilícitas; desarmamento e desmobilização da guerrilha; reparação de vítimas do conflito e ainda garantias para o cumprimento dos acordos firmados após o término dos diálogos.
O processo é observado por Cuba, país anfitrião da mesa, pelo Chile, a Noruega e a Venezuela. As negociações ocorrem sem uma trégua, já que as operações militares continuam. Os diálogos não são abertos ao público e, até o momento, informes e declarações só são anunciados a cada vez que a discussão de um tema é concluída.
A mesa está reunida atualmente pela 16ª vez e promove ciclos de conversações que duram de dez a 15 dias. A participação popular ocorre de maneira indireta, com a realização de fóruns de cidadania, apoiados pelas Nações Unidas, pelo Congresso do país e também por universidades. Os debates ocorrem em diversas regiões da Colômbia, e o site do processo também disponibiliza um espaço para o envio de mensagens e sugestões.
De acordo com Humberto de la Calle, a mesa já recebeu mais de 17 mil mensagens via internet e também formulários físicos que estão disponíveis à população nas prefeituras municipais.
O conflito armado colombiano é considerado um dos mais antigos do mundo. Em 49 anos de existência, o governo estima que foram causados mais de 300 mil assassinatos devido aos confrontos, massacres e atentados.
O país também é o que tem a maior quantidade de deslocados internos do mundo, com cerca de 4 milhões de colombianos. A guerra compromete 3% do Produto Interno Bruto (PIB) colombiano, segundo analistas independentes no país.

Edição: Lana Cristina
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01 setembro 2013

Rússia poderá atacar a Arábia Saudita caso Ocidente inicie bombardeio à Síria


Rússia poderá atacar a Arábia Saudita caso Ocidente inicie bombardeio à Síria
Por Redação, com agências internacionais – de Moscou, Washington e Londres
Flotilha russa aproxima-se do litoral sírio, em apoio às forças de Bashar Al Assad

Flotilha russa aproxima-se do litoral sírio, em apoio às forças de Bashar Al Assad

Um memorando classificado como urgente, segundo fontes militares russas, foi expedido pelo escritório do presidente Vladmir Putin, nesta quarta-feira, e ordena um ataque massivo da Rússia contra a Arábia Saudita caso as forças da Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan, na sigla em inglês) ataquem a Síria. A informação, não foi confirmada oficialmente pelo governo russo, conteria instruções semelhantes a uma ordem de guerra, expedida há cerca de um mês por Riad, na qual o governo muçulmano teria declarado que, caso a Rússia não aceitasse a derrota de Bashar Al Assad, os sauditas iriam arregimentar militantes na Chechênia para “aterrorizar” os XXII Jogos Olímpicos de Inverno que a Rússia realizará na cidade de Sóchi.

Fontes militares russas também informaram, nesta manhã, que uma flotilha, liderada pelo contra-torpedeiro Almirante Chabanenko, aproxima-se do porto sírio de Tartús. Segundo informes lidos pela rádio militar israelense Debka, desde o último sábado o exército russo está em estado de alerta frente a um possível ataque dos EUA, Grã-Bretanha e França contra a Síria. Segundo a agência russa de notícias RNA, além da Rússia, outros países aliados dos sírios recusam-se a colaborar com os planos bélicos do Ocidente.

Em Nova York, nesta tarde, ocorria uma reunião fechada dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Rússia, Reino Unido, China, França e EUA) sobre a situação na Síria. A reunião foi convocada por iniciativa dos Estados Unidos. Sabe-se também que a lista de participantes ainda poderá ser expandida nas próximas horas e o centro da discussão é um projeto de resolução britânico sobre o possível uso da força contra Damasco. Mais cedo, o vice-ministro do Exterior russo, Guennadi Gatilov, declarou que, se qualquer país usar a força contra a Síria, contornando o Conselho de Segurança da ONU, isso poderá ser considerado como uma flagrante violação do direito internacional.

‘Passeio no inferno’

Mas o possível bombardeio dos EUA e demais potências ocidentais, que poderá ocorrer dentro de mais algumas horas, não será uma atividade turística no Oriente Médio. Ao contrário do que ocorreu com Gaddafi, na Líbia, o governo de Damasco não está isolado. Potências nucleares como Rússia e China podem transformar a ação bélica norte-americana em “um passeio no inferno”, segundo aquelas fontes militares russas. Na ONU, ambas as nações asiáticas já vetaram qualquer ataque ou manobra militar contra os sírios. Depois, o Irã, maior potência militar do Oriente Médio, com um exército regular de dois milhões de militares efetivos e mais um milhão de guerreiros muçulmanos mobilizados, fundamenta sua sobrevivência regional na existência do regime de Damasco.

Em terceiro lugar, ainda segundo a RNA, Israel, o terceiro braço da Otan na região, encontra-se cercado por forças do Hezbolah, aliados de Síria e Irã, por um lado, e por mísseis e forças em terra do Hamas, na Faixa de Gaza; além do exército sírio, com aviões e mísseis de médio alcance. Mesmo o Iraque, com um governo xiita, é aliado preferencial do Irã e já negou seu espaço aéreo a qualquer incursão militar contra a Síria.

“Em quarto lugar, qualquer intervenção militar estrangeira na Síria desataria uma ação dos curdos contra a Turquia, aliado das forças ocidentais”, segue a agência russa de notícias, em análise divulgada nesta quarta-feira. E, por último, o Egito, hoje controlado por militares aliados dos EUA e Israel, poderá mergulhar em uma divisão anárquica, protagonizada por diferentes grupos islâmicos fundamentalistas, ainda dispersos por uma coalizão de forças que mantém o país unificado. Ao menor sinal de distúrbios na Síria, o Irã também poderá bloquear o Estreito de Ormuz, por onde escoam cerca de 40% de todo o petróleo consumido nos EUA e Europa.

Provas em contrário

Ao contrário do que afirmam a Casa Branca, em Washington, e o número 10 da Downing Street, em Londres, não há provas contundentes de que a ordem para o ataque com armas químicas à região ocupada por rebeldes, na Síria, tenha partido de Damasco. Nesta quarta-feira, segundo o especialista militar Joseph Watson, do Infowar, um sítio na internet especializado em estratégias militares, o panorama ficou ainda mais embaçado com o vazamento de um telefonema interceptado pela inteligência israelense. Segundo o serviço de inteligência de Jerusalém, a ordem para um ataque com armamento químico não teria partido do Ministério da Defesa de Assad, pois o ministro Moshe Ya’alon, em pessoa, teria telefonado, em pânico, para a unidade de armas químicas do exército sírio em busca de notícias sobre o uso de gás de nervos, em uma ação que teria matado cerca de mil pessoas, apenas uma hora depois de veiculada a notícia pelas agências internacionais.

“Por que o ministro sírio da Defesa faria um telefonema desesperado, no qual ‘exigia respostas imediatas’ para o ataque com armas químicas se fosse ele quem o ordenou”, questiona o informe da inteligência de Israel, publicado no Infowar. “O fato de que o alto comando do governo sírio aparentemente não sabia do ataque sugere, fortemente, que eles não deram a ordem para tanto, em um cenário no qual a liberação do agente químico teria sido realizado pelos próprios rebeldes ou por ‘oficiais sírios que agiram por conta própria, acima das ordens de seus superiores”, acrescentou o especialista do site Foreign Policy Noah Shachtman.

Um oficial de inteligência dos Estados Unidos também disse ao Foreign Policy que todos no Pentágono estão querendo, até agora, entender exatamente o que houve mas, seja lá quem ordenou o ataque, “fez uma coisa realmente estúpida”. Se, mesmo sem saber exatamente o que houve de verdade, porque o ataque aconteceu e quem o ordenou, sem que os técnicos das Nações Unidas investiguem o incidente, os EUA lançarem um ataque de mísseis contra a Síria, “potencialmente inflamará toda a região”, acrescenta Shachtman.

Para deixar a situação ainda mais confusa, há evidência prévias que sugerem a participação de rebeldes, com o apoio norte-americano, no preparo e uso de armas químicas em numerosas ocasiões, completamente esquecidas devido ao rumo dos acontecimentos. Na última vez que a ONU investigou evidências de uso de armas químicas na Síria, os inspetores concluíram que parecia obra dos rebeldes e não das forças regulares do regime de Assad.

“Em adendo, conversas telefônicas vazadas entre integrantes do (exército rebelde) Free Syrian Army revelaram detalhes de um plano para a liberação de armas químicas em um ataque capaz de impactar uma área de cerca de um quilômetro”, acrescenta o Infowar.

O vice-chanceler sírio, Faisal Maqdad, também disse, nesta quarta-feira, que Estados Unidos, Grã-Bretanha e França ajudaram “terroristas” a usar armas químicas na Síria, e que os mesmos grupos vão em breve atacar a Europa com essas armas. Falando a repórteres do lado de fora do hotel Four Seasons em Damasco, Maqdad disse que apresentou provas aos inspetores de armas químicas da ONU de que “grupos terroristas armados” usaram gás sarin em todos os locais dos supostos ataques.

– Nós repetimos que grupos terroristas são aqueles que usaram (armas químicas) com a ajuda dos Estados Unidos, Reino Unido e França, e isso tem que parar. Isso significa que essas armas químicas serão usadas em breve pelos mesmos grupos contra o povo da Europa – acrescentou.

Ainda assim, os navios da Marinha de Guerra dos EUA e da Frota Real do Reino Unido que estão no leste do Mediterrâneo, possivelmente, efetuarão um ataque aéreo contra alvos na Síria já na noite de quinta para sexta-feira, logo depois da votação no parlamento britânico em apoio da operação militar contra o regime sírio, informa a imprensa e televisão norte-americanas. Pressupõe-se que o ataque pode durar várias horas, entre objetivos principais citam unidades do Exército da Síria que podem potencialmente usar armas químicas, bem como os Estados-Maiores, centros de comunicação e complexos de lançamento de mísseis, afirma a mídia, se referindo a uma fonte anônima no Pentágono.
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19 agosto 2013

O estranho pedido de perdão de Bradley Manning

Wikileaks diz que declaração de arrependimento foi “extraída à força”. “Em corte justa, o governo dos EUA é que pediria desculpas a Bradley Manning”

Os jornais informam que Bradley Manning fez hoje uma declaração de arrependimento, em audiência para sentença, em Fort Meade, Maryland. A declaração de Manning surge no fim de uma corte marcial, na qual os procuradores atuaram com fúria sem precedentes.

Desde que foi preso, o Sr. Manning tem sido exemplo de resistência e coragem ante a adversidade. Resistiu sempre a pressões extraordinárias. Sobreviveu à prisão em cela solitária, nu e submetido a tratamento cruel, desumano e degradante, pelo governo dos EUA. Ignorou-se o seu direito constitucional a julgamento rápido. Está preso há três anos, sob condições ilegais de prisão, enquanto o governo arrebanhava 141 testemunhas e ocultava os milhares de documentos aos quais os advogados da defesa não tiveram acesso.

O governo negou-lhe o direito de construir defesa básica de whistleblower [alertador]. Foi indevidamente acusado, até que se viu ante a iminência de ser condenado a um século de cadeia, tendo tido impedidas praticamente todas as suas testemunhas, exceto umas poucas. Negaram-lhe o direito de declarar em sua defesa, no julgamento, que os atos de que era acusado não provocaram dano algum. Seus advogados foram preventivamente impedidos de falar das intenções do acusado e de provar que suas ações não prejudicaram ninguém.

Apesar de todos esses obstáculos, o Sr. Manning e sua equipe de defesa lutaram passo a passo a luta que lhes foi imposta. Mês passado, foi condenado a penas que chegavam a 90 anos de prisão. O governo dos EUA admitiu que suas ações não feriram fisicamente ninguém; e foi absolvido da acusação de “ajudar o inimigo”. Suas condenações só têm a ver com a suposta decisão de informar a opinião pública sobre crimes de guerra e a prática sistemática de atos injustos.

Mas, afinal, se esgotaram as opções para o Sr. Manning. A única moeda que essa corte militar aceitaria seria a humilhação. À luz disso, a decisão forçada do Sr. Manning, de pedir desculpas ao governo dos EUA, na esperança de reduzir uma década ou mais em sua sentença, tem de ser vista com compaixão e compreensão.

As desculpas foram declaração arrancada dele, depois de longo massacre a que foi submetido sob o peso do sistema militar judicial dos EUA. Foram necessários três anos e milhões de dólares, para extrair dois minutos de remorso tático desse homem valente.

As desculpas foram extraídas à força de Bradley Manning. Em corte justa, o governo dos EUA pediria desculpas a Bradley Manning. Como o atesta a sua indicação ao Prêmio Nobel da Paz, já com mais de 100 mil assinaturas, Bradley Manning mudou o mundo para melhor. E ele permanece, como símbolo de coragem e de resistência humanitária.

As desculpas do Sr. Manning mostram que, no que tenha a ver com sua sentença, ainda há décadas pelas quais lutar.

Nesses dias finais, é preciso intensificar a pressão pública contra a corte militar que julga Bradley Manning, antes de que se consuma a decisão sobre a sentença que terá de cumprir.

WikiLeaks continua a apoiar Bradley Manning e manterá a campanha, até que seja posto em liberdade, sem condições.

LIBERTEM BRADLEY MANNING

bradley manning perdão eua

Por Wikileaks, em “Response to Today’s Bradley Manning Statement”. Traduzido por Vila Vudu e publicado emredecastorphoto

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16 agosto 2013

Confirmada a existência da secreta Área 51



Oficialmente, ela nunca existiu. Até agora. A CIA, pela primeira vez, reconheceu a existência da Área 51 - a enigmática base aérea dos EUA, envolta em mistério e campo fértil de teorias da conspiração alienígenas. A misteriosa área, localizada em Nevada, é associada com relatos de óvnis, corpos de alienígenas e projetos secretos do governo norte-americano. Os documentos secretos revelados pela CIA sobre o avião espião U-2, divulgados esta semana, fazem numerosas referências à base aérea.
A suposta localização da Área 51:



Os documentos vieram à tona durante uma pesquisa do Arquivo de Segurança Nacional (NSA), da Universidade George Washington, sobre o desenvolvimento, a história e o funcionamento do U-2, um avião de espionagem usado durante a Guerra Fria.

Entre a documentação, foi encontrado um mapa da base secreta, ou seja, pela primeira vez foram revelados documentos oficiais que fazer referência a esta base secreta, a Área 51. Estas informações foram obtidas por conta do Ato de Liberdade de Informação, de 2005.



"O Presidente Eisenhower aprovou também a adição desta faixa de terreno em desuso, conhecido pela sua designação no mapa como Área 51, ao local de teste em Nevada", relata a investigação.

Para tornar a instalação da base, no meio do nada, mais atrativa para os funcionário, o local foi chamado de Racho Paraíso, que foi logo encurtado para o rancho ".

Grande parte da informação contida nos documentos recém-revelados já era de conhecimento dos aficionados pela Área 51 aficionados. Contudo, é notável que agora o local seja mencionado em um documento oficial, que está disponível publicamente.



Alguns funcionários já haviam reconhecido a existência dessa base no centro do estado de Nevada. onde muitos acreditam que são realizados testes de armas e de ferramentas de inteligência.

Fonte: http://noticias.seuhistory.com/confirmada-existencia-da-secreta-area-51-nos-eua
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15 agosto 2013

Massacre no Egito é humilhação para Obama



O presidente dos EUA defende valores democráticos, mas privilegia interesses pragmáticos. Enquanto isso, vê a influência norte-americana minguar

Em nenhum outro aspecto, a administração de Barack Obama é tão fracassada quanto no Oriente Médio. E em nenhum outro ponto do Oriente Médio a humilhação imposta ao presidente dos Estados Unidos é tão grande quanto no Egito. O massacre desta quarta-feira 14, no qual ao menos 568 pessoas morreram, mostrou como a maior potência mundial é incapaz de exercer influência sobre um Exército assassino, mesmo bancando os generais que o comandam. E não há perspectivas para o fim da vergonha.
O apoio dos Estados Unidos ao Egito data do fim da década de 1970. Ao assinar a paz com Israel em 1979, o ditador da época, Anwar Sadat, tirou seu país da esfera de influência da União Soviética e o colocou sob as asas norte-americanas. Desde então e até hoje, duas razões primordiais mantêm a parceria Washington-Cairo.  O tratado de paz é fundamental para a segurança do Oriente Médio, e também de Israel, grande aliado dos EUA, e o Egito controla o Canal de Suez, mais importante rota comercial do mundo.
Em troca, os EUA repassam ao Egito 1,5 bilhão de dólares anuais, sendo que parte do montante vai diretamente para o bolso dos principais generais. Nos 30 anos do regime de Hosni Mubarak, o presidente que mais insistiu para o país caminhar rumo à democratização foi o de George W. Bush. Após o 11 de Setembro, a administração republicana reconheceu o óbvio: por trás do terrorismo estava a falta de democracia e não o islã. O ímpeto acabou rápido. Em 2005, a Irmandade Muçulmana, que por décadas foi ilegal e apresentava candidatos independentes, ganhou 88 assentos no parlamento egípcio. No ano seguinte, o Hamas, um braço da Irmandade, venceu as eleições nos Territórios Palestinos Ocupados. A dificuldade de lidar com aberturas democráticas que inevitavelmente produziriam governos antiliberais – como são os representantes do islã político pregado pela Irmandade e outros grupos – acabou com a chamada “promoção da democracia”.
Em 2009, cinco meses após assumir a Casa Branca, Obama fez um importante discurso no Cairo. Lembrou os antepassados muçulmanos, citou o Corão e defendeu de forma veemente valores democráticos. Com o surgimento da chamada “Primavera Árabe”, Obama foi surpreendido, assim como boa parte do mundo. O presidente dos EUA provavelmente não esperava que precisasse enfrentar as contradições das ações e discursos norte-americanos tão rapidamente. Ficou claro que, como costuma ocorrer nas relações internacionais, os interesses se sobressairiam diante dos valores.
Obama demorou a condenar a repressão imposta por Mubarak à praça Tahrir. Não fez vale seu peso para acelerar a transição do governo militar, que cometeu uma série de atrocidades. Numa tentativa de criar laços com a Irmandade Muçulmana não condenou de forma veemente os abusos cometidos por este grupo ao chegar ao poder. No último 3 de julho, não condenou o golpe cívico-militar que derrubou Mohamed Morsi. O resultado é que os dois lados da fraturada sociedade egípcia – os adeptos do islã político e os setores cristãos e seculares – são igualmente hostis aos Estados Unidos.
Tal situação esgotou o poder de influência norte-americana no Egito. Segundo reportagem da agência Reuters, emissários da União Europeia teriam conseguido obter um compromisso da Irmandade Muçulmana para acabar com o impasse surgido após o golpe de 3 de julho. O recado foi levado ao atual ditador do Egito, o ministro da Defesa Abdel Fattah al-Sissi, junto com “duras mensagens” do secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel. A resposta de Sissi foi dada nas ruas.
As ocupações das praças Nahda e Rabaa al-Adawiya, mantidas pela Irmandade no Cairo desde o golpe, foram desfeitas com extrema brutalidade. Relatos da imprensa internacional apontam o uso de blindados, escavadeiras, atiradores de elite, munição real e gás lacrimogêneo contra os manifestantes. Pelo menos uma pessoa morreu queimada na barraca em que estava. Três jornalistas – o cinegrafista Mick Deane, da britânica Sky News; Ahmed Abdel Gawad, do jornal egípcio Al-Akhbar; e Mosab El-Shami, fotógrafo do site islamista RNN – foram assassinados. A violência no Cairo se espalhou pelo país inteiro. Adeptos da Irmandade Muçulmana e outros grupos religiosos atacaram igrejas cristãs e delegacias. Ao todo, estão confirmadas pelos ministérios da Saúde e do Interior 525 mortes de civis e 43 de policiais.
No âmbito político, surgiram novos indícios de que o regime Mubarak está sendo remontado. Uma das faces civis mais importantes do novo governo, o Nobel da Paz Mohamed El-Baradei (que apoiou o golpe) deixou o posto de vice-presidente para assuntos internacionais. E o Exército confirmou a retomada, por um mês, do estado de emergência, que vigorou entre 1967 e 2012. A exceção deve abrir espaço para mais abusos por parte das autoridades.
O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, afirmou que a violência era “deplorável”, mas disse acreditar que o caminho para a solução política “continua aberto” mesmo após o massacre. A maior represália cogitada pelos Estados Unidos era o adiamento do treinamento militar “Estrela Brilhante“, em conjunto com as Forças Armadas egípcias e programado para setembro. Em pronunciamento na manhã desta quinta-feira 15, Obama anunciou o cancelamento do treinamento e afirmou que sua equipe de segurança nacional está analisando "novos passos" a serem dados.
Seria ingenuidade pedir para os Estados Unidos cortarem de uma hora para outra a ajuda de 1,5 bilhão que dão ao Egito. Nenhum Estado abre mão de interesses em nome de ideais e, caso Washington fizesse isso, a Arábia Saudita e outros parceiros do Golfo Pérsico ficariam contentes em substituir a fonte de dinheiro. Há, no entanto, até políticos republicanos que apoiam o fim da ajuda, indicando a existência de espaço político nos EUA para dar um passo arriscado. Tivesse Obama coragem e interesse, colocaria sua administração para trabalhar em busca de soluções que não a simples repetição do ciclo de "críticas-mediação-pagamento". Este tipo de ação serve apenas para minar a influência norte-americana no Oriente Médio e fazer o país ser visto como cúmplice de massacres como o desta quarta-feira. Hoje, os militares egípcios estão dedicados a perseguir a Irmandade Muçulmana de modo a tentar acabar com o grupo. Como afirmou o cientista político Emad Shahin ao jornal The New York Times, os ditadores entendem que, no fim, o Ocidente vai apoiar o lado vencedor e, de certa forma, estão certos.
Matéria: Carta Capital
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09 julho 2013

Snowden aceita oferta de asilo na Venezuela, diz parlamentar russo




Confirmação foi dada por Alexei Pushkov, presidente do comitê de Relações Exteriores no Parlamento russo, através do Twitter
O ex-analista americano da inteligência Edward Snowden, que está há duas semanas na zona de trânsito de um aeroporto de Moscou, aceitou a oferta de asilo político apresentada pelo governo da Venezuela, afirmou nesta terça-feira 9 um parlamentar russo.
"Como era esperado, Snowden aceitou a oferta do presidente [venezuelano Nicolás] Maduro sobre asilo político", afirmou em sua conta do Twitter o legislador Alexei Pushkov, presidente do comitê de Relações Exteriores na câmara baixa do Parlamento russo. "Aparentemente, esta opção pareceu ser a mais confiável para Snowden", acrescentou.
O governo da Venezuela havia oferecido asilo na semana passada para Snowden, em um gesto que foi seguido pelas autoridades de Bolívia e Nicarágua.
Pedidos. Snowden, que está no centro de um escândalo internacional ao revelar a extensão da espionagem eletrônica e telefônica americana, havia enviado cartas pedindo asilo a 21 países, incluindo a Venezuela e o Brasil.
Maduro chegou a afirmar à imprensa em Caracas que havia "recebido a carta com o pedido de asilo" de Snowden, e acrescentou que o ex-analista americano "deve decidir quando viajará, se finalmente desejar vir" à Venezuela.
Snowden não pode sair da zona de trânsito do aeroporto de Sheremetyevo, já que seu passaporte americano foi revogado pelas autoridades de seu país, e não possui documentos que lhe permitam viajar.
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06 julho 2013

ElBaradei é nomeado primeiro-ministro do Egito

Mohammed ElBaradei foi nomeado neste sábado, três dias após o exército derrubar Mursi. Nobel da Paz em 2005, Baradei era forte opositor do ex-ditador Mubarak
por — publicado 06/07/2013 15:20, última modificação 06/07/2013 16:48

CAIRO (AFP) - Mohammed ElBaradei foi nomeado neste sábado primeiro-ministro do Egito, três dias depois de o exército derrubar Mohamed Mursi, anunciou o movimento Tamarod, que esteve na origem das manifestações contra o presidente islamita.
Uma fonte militar disse à AFP que ElBaradei, ex-chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), prestará juramento ainda neste sábado.A agência estatal de notícias Mena indicou, por sua vez, que ElBaradei se reuniu mais cedo com o presidente interino, Adly Mansour.
Na terça-feira, a oposição, integrada, entre outros, pelo Tamarod, havia designado ElBaradei como seu representante durante a transição política após a expulsão de Mursi.
O mapa do caminho, elaborado pelo exército, pela oposição e pelos principais líderes religiosos do país, estabelece a nomeação de um governo interino "dotado de plenos poderes" antes da realização de eleições presidenciais e legislativas em uma data que ainda não foi informada.
Mohammed ElBaradei, prêmio Nobel da Paz em 2005 por seu trabalho na AIEA, retornou ao Egito em 2010 para participar da oposição ao regime de Mubarak.
ElBaradei apoiou ativamente o levante contra Mubarak em janeiro e fevereiro de 2011 e depois se posicionou como uma das figuras chave do movimento laico e liberal que atualmente exige a saída de Mursi e a organização de eleições presidenciais
Informações: Carta Capital
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