19 outubro 2013

Quem será o oculto 'Fuher' tupiniquim?

Postado Por: Wagner Luciano  |  Em:

A linha que separa o patriotismo do nacionalismo é bastante tênue às vezes. Defender a pátria, ou seja, seu direito à propriedade e liberdade, é algo totalmente diferente de colocar a nação acima dos próprios indivíduos que a formam. Mas muitos ignoram isso, confundindo patriotismo com nacionalismo. O último é uma forma nefasta de coletivismo, que transforma o indivíduo em meio sacrificável em prol dos “interesses nacionais”. Ele invariavelmente desemboca na xenofobia. O amor à pátria vira o ódio ao estrangeiro. Demagogos sempre foram espertos ao utilizar o patriotismo genuíno dos cidadãos para concentrar poder, estimulando o nacionalismo xenófobo. Ninguém melhor que Hitler representa os enormes riscos disso. Seu nacionalismo chegou ao poder na Alemanha em 1933 usando o discurso nacionalista, e só foi eliminado 12 anos depois, com uma guerra que destroçou milhões de vidas.
Nos recentes protestos podemos observar um caldeirão de ideologias que variam da extrema-esquerda até o nazi-fascismo, é delicado olhar esses movimentos que ao meu ver são legítimos apenas com bons olhos, pois uma multidão enfurecida e em sua maioria despolitizada pode ser a porta de entrada para golpes extremistas. Pouco a pouco podemos notar a cultura de ódio e a negação de valores democráticos sendo implantados nas pessoas por páginas sensacionalistas da internet. Através de soluções aparentemente óbvias como: "Matar o bandido para acabar com o crime" ou "acabar com os partidos pra acabar com a corrupção" , esses discursos oferecem soluções idiotas como se fossem uma verdade máxima. É exatamente assim que é introduzido um regime fascista, pois uma vez que os partidos se enfraquecem e o povo clama por resultados rápidos (não importa quem tenha que morrer para isso), bastaria aparecer um "Fuher" para guiar essa multidão que se arrasta e lhes dar condições de expressarem todo o ódio reprimido pelo instinto animal inerente de todos os seres humanos. Só pra terminar sabe como Hitler resolveu o problema dos deficientes? Matando para que não gerassem descendentes deficientes. É assim que você quer que nossos problemas sejam resolvidos?





Texto de Rodrigo Constantino adaptado por Wagner Luciano


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